Sabemos que a nossa atitude perante os problemas, fracassos ou situações do dia a dia condiciona o que acontece conosco. A percepção de que tudo passa tende a ser algo saudável ao invés de ficar ancorado emocionalmente a uma situação.
O mundo é diversificado! Temos dia e noite, sol e chuva, alegria e tristeza e assim seguimos em situações que tendem a ter uma relação cíclica, temos começo e fim de situações. E por mais que algo pareça grande e complexo, isso também passará.
Assim a storytelling do "Anel do Rei”
Certo dia, um poderoso Rei, governante de muitos domínios, sentiu-se ameaçado. Outros poderosos queriam seu espaço, suas riquezas, sua vida. Então, chamou seus assessores e disse:
- Sinto que devo procurar alguma coisa que possa equilibrar meu estado de espírito. Algo que me faça estar bem, sereno, quando eu me sentir infeliz, perseguido, atacado, traído, usurpado. Ao mesmo tempo, algo que me faça tranquilo quando eu me sentir feliz.
Os assessores, sem entender o que significava aquele pedido, foram pedir conselho a uma mulher mística.
A mulher, chamada Serena, de origem latina, significa paz, tranquilidade e calma.
Depois de escutar os assessores, disse Serena:
“Deem este anel ao Rei. Existe uma mensagem oculta debaixo da pedra. Mas digam-lhe que há uma condição que deve ser cumprida. A mensagem não deve ser lida apenas por curiosidade, porque então ela perderá o significado. A mensagem está debaixo da pedra, mas é necessário um momento certo na consciência do Rei para encontrá-la. Não é uma mensagem morta que ele simplesmente vai abrir e ler.”
“A condição que tem de ser preenchida é a seguinte: Quando tudo estiver perdido, quando o momento for impossível de ser tolerado, quando a confusão for total, quando a agonia for grande, quando ele estiver absolutamente indefeso, e quando nem ele, nem a mente dele tiver nada mais para fazer, só então deverá abrir a mensagem da pedra do anel. Ela estará ali”. Complementou Serena.
O Rei recebeu o anel e seguiu as instruções de Serena, transmitida através dos assessores.
O Rei tinha muitos vizinhos que desejavam seu poder e suas posses. Certo dia seu país foi tomado por seus inimigos. Não lhe restou alternativa a não ser fugir para salvar sua vida. Seus inimigos não teriam piedade dele. Seria certamente capturado e dominariam suas posses.
Em muitos momentos ele esteve no limiar de tirar a pedra e ler a mensagem, mas achava que ainda não era o fim: “Ainda estou vivo. Mesmo que o país esteja perdido, posso recuperá-lo”.
Uma vez os seus inimigos o perseguiram. Ele podia ouvir os barulhos dos cascos dos cavalos ao tocar nas pedras e chegavam cada vez mais perto. Ele continuou fugindo. Os amigos que seguiam com ele foram ficando pelo caminho. Seu cavalo morreu de cansaço e ele passou a correr a pé. Os pés sangravam, e embora sem poder andar nem mais um passo, ele teve de correr sem parar. Tinha fome e o inimigo se aproximava cada vez mais. Ele subiu por um caminho de pedras e chegou a um ponto sem saída. A trilha terminou. Não havia mais estrada à frente, apenas um abismo. O inimigo estava cada vez mais perto. Não podia voltar, pois o inimigo estava lá e também não podia saltar. O abismo era grande. Ele poderia morrer na queda. Agora parecia não haver mais possibilidades, mas ele ainda esperava pela condição.
Ele disse: “Ainda estou vivo, talvez o inimigo vá noutra direção. Talvez, se pular neste abismo, eu não morra. A condição ainda não está preenchida”.
E então, subitamente, sentiu que o inimigo estava perto demais. Não restava mais tempo. O inimigo estava muito perto e seus últimos momentos simplesmente haviam chegado.
Rapidamente ele tirou o anel, abriu-o e olhou por trás da pedra. Havia uma mensagem.
De súbito, tudo relaxou! Aconteceu naturalmente um grande silêncio. O inimigo foi para outra direção se afastando cada vez mais. Ele então se sentou e descansou.
Depois de dormir por um longo tempo, ele acordou e começou a voltar em direção ao palácio. A medida que retornava ele ia tomando consciência de que seus amigos tinham feito sua defesa. Os inimigos tinham sido derrotados. Chegando ao castelo viu que era novamente o Chefe.
Nos dias que se seguiram houve grandes celebrações. O povo se alegrou, dançou nas ruas, numa grande festa. O REI estava se sentindo muito feliz. Seu coração batia rápido de tanta felicidade. De repente, se lembrou do anel, abriu-o e olhou. Lá estava a frase.... E ele relaxou.
.....................................
1. QUAL ERA A FRASE DO ANEL? (Quem adivinhar ganhará um brinde)
2. Muitos outros e outras místicos falaram desta paz. Vamos lembrá-los?
Santa Teresa d'Ávila: "Nada te perturbe, nada te espante, tudo passa, Deus não muda, a paciência tudo alcança; quem a Deus tem, nada lhe falta: Só Deus basta"
Santo Agostinho: "Ainda singramos o mar, mas já lançamos em terra a âncora da esperança"
São Francisco de Assis: "É tão grande o bem que espero, que todo o sofrimento me é um prazer".
Santa Teresinha do Menino Jesus: "Eu não morro, entro na vida"
São João da Cruz: O silêncio não é o amor, mas um preâmbulo para o amor.
Papa Francisco: Deus dá as batalhas mais difíceis aos seus melhores soldados.
São Paulo, 2Cor 12,9: "Basta-te a minha graça. É na fraqueza que meu poder se manifesta"
Santa Clara de Assis: Exulte sempre no Senhor... Não se deixe envolver pela amargura e o desânimo.
Santo Agostinho: A oração é uma chave, que nos abre as portas do céu.
Papa Leão XIV: Para não afundarmos na escuridão, é necessário ver a luz e acreditar nela.
Papa Leão XIV: A paz tem o sopro da eternidade: enquanto ao mal se ordena “basta!”, à paz se suplica “para sempre”.
Santo Agostinho: «Se quereis atrair os outros para a paz, tende-a vós primeiro; sede vós, antes de tudo, firmes na paz. Para inflamar os outros, deveis ter dentro de vós a luz acesa».
Papa Leão XIV: Também nos lugares onde só restam escombros e onde o desespero parece inevitável, ainda hoje encontramos quem não esqueceu a paz.
Papa Leão XIV: Do mesmo modo que, na noite de Páscoa, Jesus entrou no lugar onde se encontravam os discípulos assustados e desanimados, assim a paz de Cristo ressuscitado continua a atravessar portas e barreiras com as vozes e os rostos das suas testemunhas.
Jesus: «Deixo-vos a paz; dou-vos a minha paz. Não é como a dá o mundo, que Eu vo-la dou». «Não se perturbe o vosso coração nem se acovarde» (Jo 14, 27)
Papa Leão XIV: O caminho de Jesus continua a ser motivo de perturbação e medo. E Ele repete com firmeza àqueles que gostariam de defendê-lo: «Mete a espada na bainha» (Jo 18, 11; cf. Mt 26, 52). A paz de Jesus ressuscitado é desarmada, porque desarmada foi a sua luta, dentro de precisas circunstâncias históricas, políticas e sociais.
Papa Leão XIV: Quando tratamos a paz como um ideal distante, acabamos por não considerar escandaloso que ela possa ser negada e que até mesmo se faça guerra para alcançá-la.
Papa Leão XIV: Se a paz não for uma realidade experimentada, guardada e cultivada, a agressividade espalha-se, tanto na vida doméstica, quanto na vida pública.
Papa Leão XIV: «quem ama verdadeiramente a paz ama também os inimigos da paz». [6] Assim, Santo Agostinho recomendava não destruir pontes e não insistir com repreensões, preferindo a via da escuta e, na medida do possível, do encontro com as razões dos outros.
Papa Leão XIV: A bondade é desarmante. Talvez por isso Deus se tenha feito criança. O mistério da Encarnação, que tem o seu ponto mais extremo de esvaziamento.
Papa Francisco: «a fragilidade humana tem o poder de tornar-nos mais lúcidos em relação ao que dura e ao que passa, ao que faz viver e ao que mata."
Tecla Merlo: Deus meu, que eu me esconda em ti, como a gota no oceano
Tecla Merlo: A cada respiro pretendo dizer: Jesus está conosco, nós estamos com Jesus
Tecla Merlo: Tudo é de Deus, também esta mísera vida, que tudo seja para a glória da Trindade Santíssima
Papa Leão XIV: "Faz parte do panorama contemporâneo, cada vez mais, arrastar as palavras da fé para o embate político, abençoar o nacionalismo e justificar religiosamente a violência e a luta armada. Os fiéis devem refutar ativamente, antes de tudo com a sua vida, estas formas de blasfêmia que obscurecem o Santo Nome de Deus".
Tiago Alberione: Quem está apegado as coisas, ainda que insignificantes, é semelhante a um pássaro amarrado: não pode levantar voo…
Tiago Alberione: Sobre mim está a mão do Senhor.
Tiago Alberione: Até aqui o Senhor nos conduziu. Daqui pra frente ele nos conduzirá.
Tiago Alberione: Um corte de tecido, ainda que tivesse dois mil metros de comprimento, é sempre o resultado da trama dos pequenos fios. Assim também a nossa vida: apesar de longa, é feita de minutos, e na santificação dos minutos está o segredo da santidade.
Tiago Alberione: Somos rodeados de necessidades e cheios de misérias e fraquezas. Em geral, só o Senhor pode socorrer-nos; por isso também a razão natural nos persuade da necessidade de rezar.
Tiago Alberione: Perdida uma batalha, enquanto vivemos, há tempo para vencer uma outra.
Tiago Alberione: Ninguém é mais poderoso do que aquele que sabe dominar-se.
................................................
E lembre-se: nenhuma situação dura para sempre, porque tudo na vida é um ciclo: plantar, colher, descansar e renovar-se. O inverno não é infinito: mesmo que você esteja enfrentando desafios hoje, não pode desistir à chegada da primavera.
Qual é a mensagem do anel:
"ISTO TAMBÉM PASSARÁ"
Tudo passa. E isso que você está vivenciando também passará.

