quinta-feira, 12 de março de 2026

Conversa de Glub-glub e Ding-Dong

Para Gabriel e Manuela



Glub-glub
é o peixinho que vive feliz no Rio Vivo.  Ele se sente feliz nas águas limpas até que não despejam nelas aquele caldo sujo do esgoto. Aí ele vai pra mais longe para não se sufocar com o perigo de morrer. 

Também a bexiga natatória ajuda o peixinho no controle da profundidade como uma pequena boia.

Ainda bem que as nadadeiras permitem que Glub-Glub possa nadar para outra direção, longe daquele lixo. 

Sabe como Glub-glub respira? Pela respiração branquial. Ele tem um aparelho chamado brânquias. É por ele que retira o oxigênio dissolvido na água.

Glub-glub tem ainda, uma amiga com quem gosta de conversar: Ding Dong.

É a gotinha que, sempre que chove, vem visitá-lo. Longos papos, quando a chuva é mais demorada, e, breves encontros, quando é só um chuvisco.

Sobre o que eles conversam?





                                 
                                                

                          Ding Dong fala da vida na atmosfera e na Terra. O que será que a gotinha de chuva e o peixinho conversam agora?
 - O ar anda bem poluído, Glub Glub. É fumaça, poeira, agrotóxicos e muito  mais: dióxidos de carbono, dióxidos de nitrogênio, dióxido de enxofre, poluentes de veículos, indústrias e usinas.
- Sem contar as queimadas que vejo daqui do rio, acrescenta Glub-glub. O desmatamento e o uso de fertilizantes liberam fumaça, fuligem e amônia. Acabam poluindo também o rio e ameaçando a nossa vida.

- E a vida das pessoas, diz Ding-Dong. Porque a água do rio contaminada transmite doenças.

- Até cerca de 150 anos atrás, a poluição do ar não era um problema. Antes da era industrial e de os carros se tornarem a principal forma de locomoção de muitas pessoas pelo mundo, o ar era puro e limpo.

- Hoje em dia, o nariz das crianças, olhos e pulmões sofrem com o ar poluído. E ele não prejudica só as pessoas e os animais, mas também as árvores e outras plantas. Em alguns lugares, chega a causar dano até às colheitas dos agricultores – ao alimento que comem! Por isso é importante “limpar a sujeira que fizeram”, despoluindo o ar que todos  respiram. E o "efeito estufa"?

- Pelo que sei é coisa boa. Uma construção feita para o cultivo de flores e outras plantas que precisam de bastante calor. Os raios do sol atravessam as suas paredes, que são transparentes, e o seu calor fica retido ali dentro. Não é, Ding Dong?

- O "efeito estufa" é diferente. É uma das consequências da poluição do ar. A Terra é rodeada por uma camada de gases invisíveis (como o dióxido de carbono), que atua como as paredes de uma estufa. Os raios do sol a atravessam e parte do seu calor fica retido, mantendo a superfície do planeta quentinho. Isso é fundamental para garantir a vida no planeta! Mas a intensa produção de gases poluentes impede o calor de se dispersar, aumentando muito a temperatura da Terra. É o chamado "efeito estufa" que, por sua vez, causa o aquecimento global.

- E o tal "buraco de ozônio", Ding Dong? 

- O chamado "buraco de ozônio" é uma camada de gás, lá no céu, acima do ar que as pessoas respiram.  Ela as protege, bloqueando os raios do sol que podem fazer mal à pele, e deixam passar os raios que são bons para as pessoas. 

Mas, Glub, Glub, veja: a camada de ozônio também está sofrendo as consequências da poluição do ar. Os gases usados em aerossóis, geladeiras, extintores de incêndio, condicionadores de ar e espumas plásticas, entre outras coisas, flutuam para o alto da atmosfera e ‘devoram’ o ozônio.

- Ding Dong, o que cada criança e cada pessoa adulta, pode fazer para ajudar?

- Muitas, muitas coisas. Vou lembrar algumas: 

1. DIMINUIR O CONSUMO DE CARNE E LEITE DE ORIGEM BOVINA: no lugar deles, consuma outros tipos de carne ou grãos, como feijões, lentilhas, grão-de-bico, soja, ervilha…

2. ANDAR MENOS DE CARRO, já que a queima da gasolina e do diesel, por exemplo, é uma das causas do aquecimento global. Dar preferência ao transporte público, à bicicleta ou caminhar a pé.

3. REPENSAR HÁBITOS DE CONSUMO: a fabricação de qualquer produto causa a emissão de gases de efeito estufa. Por isso, antes de comprar um produto novo, refletir: não dá para reaproveitar algo que você já tem ou consertar o que está quebrado?

4. COMBATER O DESPERDÍCIO À MESA: restos de comida, depositados em lixões ou aterros, emitem gás metano ao se decomporem. Sabia que cerca de um terço dos alimentos que os brasileiros compram vai parar no lixo? Quem evita o desperdício também economiza dinheiro!

5.SEPARAR OS RESÍDUOS PARA RECICLAGEM: deixar de jogar no lixo o que pode ser reciclado é uma importante ação para reduzir a emissão de gases de "efeito estufa". Deve-se separar os resíduos em casa e convidar os amigos a fazerem o mesmo. 

Ah, se puderem, as pessoas comprem produtos feitos com materiais reciclados ou recicláveis. Assim, ajudam a fortalecer esta corrente mais sustentável.

- Muito obrigado, gotinha Ding Dong. Gostei de nossa conversa.

- Ciao!

Imagens: Freepik

quarta-feira, 11 de março de 2026

"— Agora é tudo Estados Unidos da América. O continente inteiro"




 
Frei Betto

O sol da tarde entrava a fatias pela janela, desenhando retângulos de luz quente no tapete azul-marinho do quarto. Naquele campo iluminado, um menino se entretinha com seu quebra-cabeças em forma de mapa-múndi.

As peças se espalhavam no chão do amplo quarto. No centro, a América do Norte perfeitamente encaixada. Sentado com as pernas cruzadas, cabelos loiros revoltos refletindo a luz, estava Donny, de oito anos, olhos fixos nas peças coloridas.

Mary Anne, sua mãe, observava da porta, com um copo de suco na mão. Ela notava a tensão nos ombros do filho balofo, aquela rigidez que surgia sempre que o mundo, em sua imensa injustiça, ousava não se curvar à sua vontade.

— Donny, suco? — ofereceu ao entrar no território.

— Depois — respondeu ele, sem desviar os olhos das peças. — Estou terminando o mapa do hemisfério ocidental.

Mary Anne sentou-se na cama, a uma distância segura do jogo estirado sobre o tapete macio.

— E os outros países?

— São meus também.

— Entendi — disse a mãe, tomando um gole do seu suco. — Juanito está aí embaixo, sabe. Veio para brincar com você.

A menção do nome fez com que Donny franzisse o nariz, como se sentisse o cheiro de algo azedo. Juanito, o vizinho moreno de sete anos, era um invasor em potencial. Sua presença significava compartilhar com o filho de imigrantes mexicanos. E compartilhar era um conceito que Donny considerava insuportável, uma falha grave na organização do universo.

— Ele pode brincar com as coisas dele. As minhas são minhas.

— Donny, amor, ele veio aqui para brincar com você. Não trouxe os próprios brinquedos. A graça é brincarem juntos.

— Eu brinco melhor sozinho. Ninguém estraga, ninguém muda as regras.

Mary Anne respirou fundo. Aquele era o cerne da questão: as regras. As do filho eram absolutas, intocáveis, e mudavam de acordo com a conveniência dele. As do mundo exterior eram elásticas, chatas e insuportavelmente democráticas.

— Mas não é sempre bom brincar sozinho. Às vezes, ter uma companhia, dividir as ideias…

— Minhas ideias são melhores — ele cortou, finalmente olhando para a mãe. Seus olhos claros brilhavam com a convicção absoluta dos tiranos e das crianças mimadas. — O Juanito quer que a Groenlândia fique com a Dinamarca. Isso é burrice. Aquela ilha pertence a nós, americanos. Além disso, ele ganhou na escola a medalha com a redação sobre a paz e eu é que merecia ganhar.

— Mas, filho, o professor considerou que o trabalho dele era o melhor da classe.

— O meu era melhor. Pelo menos ele devia ter me dado a medalha. E ele não quer admitir que o Golfo do México é nosso. Insiste que é do país dele.

— Talvez seu amigo queira fazer uma partilha melhor do mundo. É uma ideia diferente, não burrice.

— É burrice e ele não vai me fazer mudar! — A voz dele subiu carregada de uma raiva súbita e desproporcional. Os punhos se fecharam. — É o meu mundo! São meus jogos! Ele não pode chegar e querer ser dono!

— Ele não quer ser dono, filho. Ele quer ser amigo. Participar. Quando você vai à casa dele, você brinca com os brinquedos dele, não brinca?

— É diferente.

— Por que é diferente?

— Porque é! — rugiu, e a peça do Golfo do México se encaixou junto à Flórida. Era um ato de rebelião contra a lógica insuportável que sua mãe insistia em apresentar.

Mary Anne deixou o silêncio se instalar por um momento. O retângulo de sol no tapete havia mudado de lugar, subindo pela lateral do armário.

— Filho, vem cá — disse, suave.

— Não quero.

— Vem. Sente-se aqui do meu lado.

Relutante, arrastando os pés como se carregasse grilhões, Donny deslocou-se alguns centímetros para fora do perímetro do quebra-cabeças e sentou-se de frente para a mãe, ainda com o queixo teimoso erguido.

— Você sabe o que é empatia? — perguntou a mãe.

Donny fez que não com a cabeça, desconfiado.

— É quando a gente tenta se colocar no lugar do outro. Imaginar como a outra pessoa está se sentindo. Tenta agora: como você acha que a Juanito está se sentindo, lá embaixo, esperando você chamá-lo para brincar, sabendo que você não quer dividir nada com ele?

Donny encarou o mapa-múndi. Sua mente rápida se agitou. Ele não queria pensar no vizinho. Pensar no amigo era abrir uma brecha. Era admitir que Juanito existia, com sentimentos no mesmo nível que ele.

— Ele… ele deve estar com raiva — murmurou, relutante.

— Provavelmente. E triste também. Porque ele gosta de você, e veio aqui na expectativa de se divertir com o amigo. E o amigo está tratando-o como… como um inimigo.

— Ele não é inimigo! É inferior! — protestou Donny, confuso com a própria lógica que se virava contra ele.

— Mas é como você trata o Juanito. Como se você fosse o rei, e ele, um servo. Ninguém gosta de se sentir assim, filho.

— Mas eu sou rei aqui! É o meu quarto! — a teimosia voltava, alimentada pelo pânico de perder o controle. A ideia de ser rei era poderosa. Renunciar a isso era como desmontar o mapa, peça por peça.

— Você é o dono dos brinquedos, sim. Mas não é dono das pessoas. Nem do tempo dos outros. Juanito não é seu inimigo. É uma pessoa que gosta de você. Ele veio para brincar com o amigo Donny. Não com o Rei Donald.

O menino ficou quieto. Os punhos ainda estavam fechados, mas a raiva dava lugar a uma confusão profunda, mais difícil de lidar. A raiva era quente, direta. A confusão era fria, complexa. Sua mãe falava coisas que faziam um certo sentido, mas esse sentido exigia que ele saísse do trono. E o trono era muito confortável.

— E se ele estragar meu mapa? — a pergunta saiu em um sussurro, a última trincheira de sua defesa.

— E se ele só melhorar? — contra-atacou a mãe em tom gentil. — E se ele tiver uma ideia tão legal que o mapa fique ainda mais interessante? Você nunca vai saber se não deixar. O pior que pode acontecer é você não gostar. Aí, com calma, você explica como gosta de brincar. Mas tem que dar chance a seu amiguinho.

— Não quero dar chance! Quero que seja do meu jeito!

— Donny, o mundo não funciona assim. Na escola, você tem que dividir a atenção da professora, os livros, os lápis de cor. No parque, tem que revezar no balanço. Em casa, divide a TV com o papai, divide a minha atenção com seu irmão mais novo. A vida é cheia de divisões.

— Eu odeio divisões! — a expressão saiu como um desabafo. — É sempre tirem de mim! É sempre dê para o outro! Nada é só meu!

Mary Anne sentiu um nó na garganta. Havia uma angústia genuína naquela explosão. Para aquela criança intensa, possuir era sinônimo de existir, de ser seguro. Cada brinquedo que saía de suas mãos era um pedaço de si que se perdia.

— Eu sei que parece assim, amor. Mas não é ‘tirar’. É ‘multiplicar’. Quando você divide um lanche com um amigo, a fome de vocês some. Quando divide uma brincadeira, a diversão pode ficar melhor. O que é seu continua sendo seu. O carinho que eu tenho por você, por exemplo, é todo seu. Ninguém tira. Mas o meu carinho pelo seu irmão também existe, e não tira nada do seu. Entende?

Donny não respondia. Olhava para as mãos gorduchas. A tempestade interior era visível no seu rosto contraído.

— E se… — ele começou, devagar. — E se a gente brincar de uma coisa que eu escolhi primeiro. Depois a gente brinca de uma coisa que ele escolhe.

A mãe sentiu um impulso de abraçá-lo, mas se conteve. Seria uma concessão. Minúscula, frágil, mas era.

— Isso me parece um excelente acordo, filho. Justo. Você pode explicar isso para ele?

— Você explica.

— Não, Donny. A proposta é sua. A palavra é sua. Desça e converse com seu amigo. Rei nenhum manda mensagens pelo seu mensageiro real, não é? — disse ela, com um leve sorriso.

O filho olhou para ela, e pela primeira vez naquela tarde um lampejo de outra coisa, que não era raiva ou teimosia, passou por seus olhos. Era o orgulho de ser tratado como alguém capaz de uma missão diplomática. Era um vislumbre de crescimento.

Donny se levantou com a solenidade de um embaixador. Deu uma última olhada para seu mapa, seu reino de cartolinas coloridas. Talvez por uma tarde ele pudesse ser apenas Donald, e não o rei. Talvez o mundo não desabasse por causa disso.

— Tudo bem — disse, e dirigiu-se para a porta. Dali gritou para Juanito subir.

O menino mexicano chegou constrangido e fitou o mapa com estranhamento.

— Cadê meu país, Donny?

— Agora é tudo Estados Unidos da América. O continente inteiro. E mais a Groenlândia ali em cima. A América toda não foi dos índios? Depois, tudo abaixo do Rio Grande não foi da Espanha? Agora tem que ser tudo nosso.

Até a medalha que você ganhou tinha que ser minha.

Juanito se fechou em silêncio, entristecido.

-------------------------------------------------------------------------

Fonte: IHU

sábado, 7 de março de 2026

O anel do Rei

 Sabemos que a nossa atitude perante os problemas, fracassos ou situações do dia a dia condiciona o que acontece conosco. A percepção de que tudo passa tende a ser algo saudável ao invés de ficar ancorado emocionalmente a uma situação.

O mundo é diversificado! Temos dia e noite, sol e chuva, alegria e tristeza e assim seguimos em situações que tendem a ter uma relação cíclica, temos começo e fim de situações. E por mais que algo pareça grande e complexo, isso também passará.

Assim a storytelling do "Anel do Rei”


Certo dia, um poderoso Rei, governante de muitos domínios, sentiu-se ameaçado. Outros poderosos queriam seu espaço, suas riquezas, sua vida.  Então, chamou seus assessores e disse:

- Sinto que devo  procurar alguma coisa que possa equilibrar meu estado de espírito. Algo que me faça estar bem, sereno, quando eu me sentir infeliz, perseguido, atacado, traído, usurpado.  Ao mesmo tempo, algo que me faça tranquilo quando eu me sentir feliz.

Os assessores, sem entender o que significava aquele pedido, foram pedir conselho a uma mulher mística.

A mulher, chamada Serena,  de origem latina, significa paz, tranquilidade e calma. 

Depois de escutar os assessores, disse Serena:

“Deem este anel ao Rei. Existe uma mensagem oculta debaixo da pedra. Mas digam-lhe que há uma condição que deve ser cumprida. A mensagem não deve ser lida apenas por curiosidade, porque então ela perderá o significado. A mensagem está debaixo da pedra, mas é necessário um momento certo na consciência do Rei para encontrá-la. Não é uma mensagem morta que ele simplesmente vai abrir e ler.” 

“A condição que tem de ser preenchida é a seguinte: Quando tudo estiver perdido, quando o momento for impossível de ser tolerado, quando a confusão for total, quando a agonia for grande, quando ele estiver absolutamente indefeso, e quando nem ele, nem a mente dele tiver nada mais para fazer, só então deverá abrir a mensagem da pedra do anel. Ela estará ali”. Complementou Serena.



O Rei recebeu o anel e seguiu as instruções de Serena, transmitida através dos assessores.

O Rei tinha muitos vizinhos que desejavam seu poder e suas posses. Certo dia  seu país foi tomado por seus inimigos. Não lhe restou alternativa a não ser fugir para salvar sua vida. Seus inimigos não teriam piedade dele. Seria certamente  capturado e dominariam suas posses.

Em muitos momentos  ele esteve no limiar de tirar a pedra e ler a mensagem, mas achava que ainda não era o fim: “Ainda estou vivo. Mesmo que o país esteja perdido, posso recuperá-lo”.

Uma vez os seus inimigos o perseguiram. Ele podia ouvir os barulhos dos cascos dos cavalos ao tocar nas pedras e chegavam cada vez mais perto. Ele continuou fugindo. Os amigos que seguiam com ele foram ficando pelo caminho. Seu cavalo morreu de cansaço e ele passou a correr a pé. Os pés sangravam, e embora sem poder andar nem mais um passo, ele teve de correr sem parar. Tinha fome e o inimigo se aproximava cada vez mais. Ele subiu por um caminho de pedras e chegou a um ponto sem saída. A trilha terminou. Não havia mais estrada à frente, apenas um abismo. O inimigo estava cada vez mais perto. Não podia voltar, pois o inimigo estava lá e também não podia saltar. O abismo era grande. Ele poderia morrer na queda. Agora parecia não haver mais possibilidades, mas ele ainda esperava pela condição.

Ele disse: “Ainda estou vivo, talvez o inimigo vá noutra direção. Talvez, se pular neste abismo, eu não morra. A condição ainda não está preenchida”.

E então, subitamente, sentiu que o inimigo estava perto demais. Não restava mais tempo. O inimigo estava muito perto e seus últimos momentos simplesmente haviam chegado.

Rapidamente ele tirou o anel, abriu-o e olhou por trás da pedra. Havia uma mensagem.

De súbito, tudo relaxou! Aconteceu naturalmente um grande silêncio. O inimigo foi para outra direção se afastando cada vez mais. Ele então se sentou e descansou.

Depois de dormir por um longo tempo, ele acordou e começou a voltar em direção ao palácio. A medida que retornava ele ia tomando consciência de que seus amigos tinham feito sua defesa. Os inimigos tinham sido derrotados. Chegando ao castelo viu que era novamente o Chefe.

Nos dias que se seguiram houve  grandes celebrações. O povo se alegrou, dançou nas ruas, numa grande festa. O REI estava se sentindo  muito feliz. Seu coração batia  rápido de tanta felicidade. De repente, se lembrou do anel, abriu-o e olhou. Lá estava a frase.... E ele relaxou.

.....................................

1. QUAL ERA A FRASE DO ANEL?  (Quem adivinhar ganhará um brinde)

2. Muitos outros e outras místicos falaram desta paz. Vamos lembrá-los?


Santa Teresa d'Ávila: "Nada te perturbe, nada te espante, tudo passa, Deus não muda, a paciência tudo alcança; quem a Deus tem, nada lhe falta: Só Deus basta"

Santo Agostinho: "Ainda singramos o mar, mas já lançamos em terra a âncora da esperança" 

São Francisco de Assis: "É tão grande o bem que espero, que todo o sofrimento me é um prazer".

Santa Teresinha do Menino Jesus: "Eu não morro, entro na vida"

São João da Cruz: O silêncio não é o amor, mas um preâmbulo para o amor.

Papa Francisco: Deus dá as batalhas mais difíceis aos seus melhores soldados.

 São Paulo, 2Cor 12,9: "Basta-te a minha graça. É na fraqueza que meu poder se manifesta"

Santa Clara de Assis: Exulte sempre no Senhor... Não se deixe envolver pela amargura e o desânimo.

Santo Agostinho: A oração é uma chave, que nos abre as portas do céu.

Papa Leão XIV: Para não afundarmos na escuridão, é necessário ver a luz e acreditar nela. 

Papa Leão XIV: A paz tem o sopro da eternidade: enquanto ao mal se ordena “basta!”, à paz se suplica “para sempre”.

Santo Agostinho: «Se quereis atrair os outros para a paz, tende-a vós primeiro; sede vós, antes de tudo, firmes na paz. Para inflamar os outros, deveis ter dentro de vós a luz acesa».


Papa Leão XIV: Também nos lugares onde só restam escombros e onde o desespero parece inevitável, ainda hoje encontramos quem não esqueceu a paz.

Papa Leão XIV: Do mesmo modo que, na noite de Páscoa, Jesus entrou no lugar onde se encontravam os discípulos assustados e desanimados, assim a paz de Cristo ressuscitado continua a atravessar portas e barreiras com as vozes e os rostos das suas testemunhas. 

Jesus: «Deixo-vos a paz; dou-vos a minha paz. Não é como a dá o mundo, que Eu vo-la dou».  «Não se perturbe o vosso coração nem se acovarde» (Jo 14, 27)

Papa Leão XIV:  O caminho de Jesus continua a ser motivo de perturbação e medo. E Ele repete com firmeza àqueles que gostariam de defendê-lo: «Mete a espada na bainha» (Jo 18, 11; cf. Mt 26, 52). A paz de Jesus ressuscitado é desarmada, porque desarmada foi a sua luta, dentro de precisas circunstâncias históricas, políticas e sociais.

Papa Leão XIV: Quando tratamos a paz como um ideal distante, acabamos por não considerar escandaloso que ela possa ser negada e que até mesmo se faça guerra para alcançá-la.

Papa Leão XIV: Se a paz não for uma realidade experimentada, guardada e cultivada, a agressividade espalha-se, tanto na vida doméstica, quanto na vida pública. 

Papa Leão XIV: «quem ama verdadeiramente a paz ama também os inimigos da paz». [6] Assim, Santo Agostinho recomendava não destruir pontes e não insistir com repreensões, preferindo a via da escuta e, na medida do possível, do encontro com as razões dos outros. 

Papa Leão XIV: A bondade é desarmante. Talvez por isso Deus se tenha feito criança. O mistério da Encarnação, que tem o seu ponto mais extremo de esvaziamento.

Papa Francisco: «a fragilidade humana tem o poder de tornar-nos mais lúcidos em relação ao que dura e ao que passa, ao que faz viver e ao que mata."

Tecla Merlo: Deus meu, que eu me esconda em ti, como a gota no oceano

Tecla Merlo: A cada respiro pretendo dizer: Jesus está conosco, nós estamos com Jesus

Tecla Merlo: Tudo é de Deus, também esta mísera vida, que tudo seja para a glória da Trindade Santíssima

Papa Leão XIV: "Faz parte do panorama contemporâneo, cada vez mais, arrastar as palavras da fé para o embate político, abençoar o nacionalismo e justificar religiosamente a violência e a luta armada. Os fiéis devem refutar ativamente, antes de tudo com a sua vida, estas formas de blasfêmia que obscurecem o Santo Nome de Deus".

Tiago Alberione: Quem está apegado as coisas, ainda que insignificantes, é semelhante a um pássaro amarrado: não pode levantar voo…

Tiago Alberione: Sobre mim está a mão do Senhor. 

Tiago Alberione: Até aqui o Senhor nos conduziu. Daqui pra frente ele nos conduzirá.

Tiago Alberione: Um corte de tecido, ainda que tivesse dois mil metros de comprimento, é sempre o resultado da trama dos pequenos fios. Assim também a nossa vida: apesar de longa, é feita de minutos, e na santificação dos minutos está o segredo da santidade.

Tiago Alberione: Somos rodeados de necessidades e cheios de misérias e fraquezas. Em geral, só o Senhor pode socorrer-nos; por isso também a razão natural nos persuade da necessidade de rezar.  

Tiago Alberione: Perdida uma batalha, enquanto vivemos, há tempo para vencer uma outra. 

Tiago Alberione: Ninguém é mais poderoso do que aquele que sabe dominar-se.  


................................................

E lembre-se: nenhuma situação dura para sempre, porque tudo na vida é um ciclo:  plantar, colher, descansar e renovar-se. O inverno não é infinito: mesmo que você esteja enfrentando desafios hoje, não pode desistir à chegada da primavera.

Qual é a mensagem do anel:

"ISTO TAMBÉM PASSARÁ"

Tudo passa. E isso que você está vivenciando também passará.

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Como perdoar - todo ser humano é bom - SAWABONA - SHIKOBA

 Atitude com o que erra numa tribo na África do Sul   

Uma tribo africana nos ensina. Veja como perdoam.

Lá quando alguém erra, esta pessoa é levada para o centro da aldeia. Todas as demais pessoas colocam-se em círculo em volta do que errou. E ali ficam por dois dias, recordando e dizendo tudo de bom que esta pessoa é e faz. A tribo acredita que todo ser humano que vem ao  mundo é bom.

Mas as pessoas cometem erro e a comunidade entende este erro como um grito de socorro. Elas se unem então, para reconectá-lo com sua verdadeira natureza, para lembrá-lo quem realmente ele é. Isto, até que ele se lembre da realidade da qual havia se desconectado: 

EU SOU BOM.

SAWABONA! SHIKOBA!

SAWABONA é um cumprimento que quer dizer: “Eu te respeito, eu te valorizo, você é importante para mim”

SHIKOBA é a resposta que significa: “Então, eu existo para você!”

E a pessoa é reintegrada, não pela falta de perdão ou condenação, mas pelo que ela é e porque os demais a respeitam e acreditam nela.

Que costume bonito! E que bom se fôssemos assim como esta tribo da África!

domingo, 20 de julho de 2025

O sentido da parábola

 "Um dia, a Verdade andava visitando os homens sem roupas e sem adornos, tão nua como o seu nome. E todos que a viam viravam-lhe as costas de vergonha ou de medo e ninguém lhe dava as boas vindas. Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, rejeitada e desprezada.

Uma tarde, muito desconsolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, num traje belo e muito colorido.

- Verdade, porque estás tão abatida? - perguntou a Parábola.

- Porque devo ser muito feia já que as pessoas me evitam tanto!

- Que disparate! - riu a Parábola - não é por isso que as pessoas te evitam. Toma, veste algumas das minhas roupas e vê o que acontece.

Então a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola e, de repente, por toda à parte onde passava era bem acolhida.

- Pois as pessoas não gostam de encarar a Verdade nua; elas a preferem disfarçada”.

( Conto judaico)

terça-feira, 1 de julho de 2025

Como consertar o mundo?






Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a encontrar meios de melhorá-los. Passava dias em seu laboratório em busca de respostas para suas dúvidas.

Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu escritório decidido a ajudá-lo a trabalhar. O cientista, nervoso pela interrupção, tentou que o filho fosse brincar em outro lugar.

Vendo que seria impossível demovê-lo, o pai procurou algo que pudesse ser oferecido ao filho com o objetivo de distrair sua atenção.

De repente deparou-se com o mapa do mundo, o que procurava! Com o auxílio de uma tesoura, recortou o mapa em vários pedaços e,  com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho dizendo:

— Você gosta de quebra-cabeças? Então vou lhe dar o mundo para consertar. Aqui está o mundo todo quebrado. Veja se consegue consertá-lo bem direitinho! Faça tudo sozinho.

Calculou que a criança levaria dias para recompor o mapa. Algumas horas depois, ouviu a voz do filho que o chamava calmamente:

— Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar!

De início, o pai não acreditou nas palavras do filho. Seria impossível na sua idade ter conseguido recompor um mapa que jamais havia visto. Ergueu os olhos de suas anotações, e para sua surpresa, o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares. Como seria possível? Como o menino havia sido capaz?

Então ele perguntou:

— Você não sabia como era o mundo, meu filho, como conseguiu?

— Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei, mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os recortes e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, consertei o mundo.





Atividade: nas peças do quebra-cabeças, escrever uma lista de atitudes que devem mudar para que o mundo seja melhor












quinta-feira, 1 de maio de 2025

Assembleia na Carpintaria

 



Dinâmica: distribuir figuras de cada instrumento para os participantes que ficam em círculo. Quando for citado, fica em pé e ergue a imagem

 

Narrador

Contam que, em uma marcenaria, houve uma estranha assembleia.

Foi uma reunião onde as ferramentas juntaram-se para acertar suas diferenças.



Um martelo estava exercendo a presidência, mas os participantes exigiram que ele renunciasse. A causa?

Fazia demasiado barulho e além do mais, passava todo tempo golpeando.

O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, alegando que ele dava muitas voltas para conseguir algo.

Diante do ataque o parafuso concordou, mas por sua vez pediu a expulsão da lixa.

Disse que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos.


A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro, que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fosse o único perfeito.

Nesse momento entrou o marceneiro, juntou toda as ferramentas e iniciou o seu trabalho.

Utilizou o martelo, a lixa, o metro, o parafuso…




Quando o marceneiro foi embora, as ferramentas voltaram à discussão.

E a rústica madeira se converteu em belos móveis.




Mas o serrote adiantou-se e disse:

– Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o marceneiro trabalha com nossas qualidades, ressaltando nossos pontos valiosos…

Portanto, em vez de pensar em nossas fraquezas, devemos nos concentrar em nossos pontos fortes.

 Então a assembleia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limpar e afinar asperezas e o metro era preciso e exato.



E uma grande alegria tomou conta de todos pela oportunidade de trabalharem juntos.

Sentiram-se como uma equipe e entenderam que apesar dos defeitos todos tinham excelentes qualidades .

Autor: desconhecido

O mesmo ocorre com os seres humanos. Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa. Ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas.

Se for um grupo maior poderá conversar sobre as qualidades de cada um para construir um Projeto comum.

Conversa de Glub-glub e Ding-Dong

Para Gabriel e Manuela Glub-glub é o peixinho que vive feliz no Rio Vivo .  Ele se sente feliz nas águas limpas até que não despejam nelas ...